MOBILIDADE URBANA, QUESTÃO DE PRIORIZAÇÃO


PALESTRA SOBRE MOBILIDADE URBANA - Valeska Peres Pinto, coordenadora Técnica da ANTP - Associação Nacional de Transporte Público ministra a palestra sobre “Tendências e perspectivas da mobilidade urbana no Brasil”. O evento, promovido pela FRESP, acontece nos dias 23, 24 e 25 de setembro, no Paradise Golf Lake & Resort, na cidade paulista de Mogi das Cruzes. Valeska ressalta que quando se pensa na mobilidade urbana é preciso partir de uma visão macro da região e de suas necessidades, que requerem a implantação de sistemas de mobilidade que integrem as modalidades de transportes. “Nenhum transporte sozinho responde a todas as necessidades de uma cidade, em particular nas metrópoles. O Metrô não pega as pessoas na porta da casa, os corredores de ônibus têm um limite de capacidade. Somente a organização de redes que considerem a totalidade das viagens, incluindo os deslocamentos à pé,pode reverter a situação, priorizando áreas mais carentes”, expõe. Segundo a consultora, o Brasil paga, no tocante a oferta de serviços essenciais, um preço alto devido a sua rápida urbanização. Ela não foi acompanhada de um planejamento da infraestrutura das cidades e na maioria dos caso, a que existia se revelou insuficiente. Para melhorar a mobilidade urbana é necessário tomar medidas de curto, médio e longo prazo. “Primeiramente é preciso eliminar os estacionamentos em local público, porque rua não foi feita para isso. As cidades também devem oferecer calçadas de qualidade para que os pedestres possam fazer seus deslocamentos com segurança, além de incentivar a prática. No médio prazo, é essencial que haja mais investimentos nos transportes para aumentar os corredores de ônibus e as linhas do Metrô. Depois é indispensável fazer um planejamento urbano para evitar a formação das cidades dormitórios, gerando oportunidades de emprego e renda nos locais onde vivem as populações”, esclarece.